segunda-feira, 28 de junho de 2010

Dias de alma vazia

Esqueço-me de comer, de beber, de sorrir… de viver.
Esqueço-me de mim sob a cama, sem espaço de recosto, à espera de… ninguém.
Por vezes esqueço de me olhar ao espelho, de me ver as entranhas, de procurar o que habita no meu interior.
Tenho-me esquecido de me procurar, lá onde estou, aqui onde devia estar, em algum lugar para onde fosse melhor viajar.
Por vezes dou por mim esquecida na multidão,
Por vezes encontro o meu corpo que se arrasta nos dias de alma vazia que passam,
Mascaro-me de sorrisos que se apagam num virar de costas,
Pinto a alma de encarnado… e vou inventando os dias.
Por vezes esqueço-me…




* Texto e Imagem de Irene Moreira de Abreu

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