terça-feira, 24 de agosto de 2010

Falso pregador

Caminho na estrada da vida e encontro-me diante de uma bifurcação. Sinto-me confusa e insegura. Sei qual o caminho que ambiciono mas tenho medo.

Focalizo com toda a minha força e faço a melhor e mais gratificante visualização positiva. Sinto e vivo as emoções e a felicidade de forma tão intensa que choro, choro sem parar de tanta felicidade. Sinto o meu corpo e o meu coração invadidos por um preenchimento tão grande que não cabem no peito. Estou na eminência de explodir, parece que o meu peito não acomoda tanta emoção.
Limpo as lágrimas e sinto-me grata por sentir tamanha felicidade, de imaginar a minha vida plena de amor, alegria e realização.

Ao pressentir alegria e felicidade tão grande os fantasmas do passado resolvem atacar. Se num dia rejubilo de alegria, positivismo e felicidade, no outro sou arrastada pela maré da tristeza, da dor e do sofrimento.
Luto contra as imagens que assolam o meu pensamento, luto ingloriamente. Quanto maior o esforço para limpar as nuvens negras do meu coração, mais intensa a tempestade se torna.
Afogo-me num mar revolto de tristeza e medo. Substituo as imagens de felicidade plena pelas de sofrimento antecipado. Chorei até ao ponto de me olhar ao espelho e não reconhecer o meu olhar. Sinto-me vazia e triste.

No final desta experiência sinto-me um falso pregador que discursa ao mundo uma coisa mas, na realidade, faz a oposta.

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