sábado, 31 de março de 2012

Par de sapatos

"Conta uma testemunha ocular de Nova York:
Num frio dia de Dezembro, alguns anos atrás, um rapazinho de cerca de 10 anos, descalço, estava em pé em frente a uma loja de sapatos, olhando a montra e tremendo de frio.
 
Uma senhora aproximou-se do rapaz e disse:
- Você está com pensamento tão profundo, a olhar essa montra!
- Eu estava pedindo a Deus para me dar um par de sapatos - respondeu o garoto...
 
A senhora tomou-o pela mão, entrou na loja e pediu ao empregado para dar meia duzia de pares de meias ao menino. Ela também perguntou se poderia conseguir-lhe uma bacia com água e uma toalha. O empregado atendeu-a rapidamente e ela levou o menino para a parte detrás da loja e, ajoelhando-se lavou os seus pés pequenos e secou-os com a toalha.
 
Nesse meio tempo, o empregado havia trazido as meias. Ela calçou-as nos pés do garoto e também comprou-lhe um par de sapatos.
Depois entregou-lhe os outros pares de meias e carinhosamente disse-lhe:
- Estás mais confortável agora.
Como ela se virou para ir embora, o menino segurou-lhe na mão, olhou o seu rosto com lágrimas nos olhos e perguntou:
- Você é a mulher de Deus?"

Leo Buscaglia
(obrigada M pela partilha)
 
 
 

sexta-feira, 23 de março de 2012

A simplicidade das crianças

"Um menino de 4 anos tinha um vizinho idoso cuja esposa havia falecido recentemente.

Ao vê-lo chorar, o menino foi para o quintal dele e sentou-se simplesmente no seu colo.

Quando a mãe lhe perguntou o que tinha dito ao velhinho, ele respondeu:
- Nada. Só o ajudei a chorar."

Leo Buscaglia

quinta-feira, 15 de março de 2012

Coragem

"Então acha-me corajosa? - perguntou
- Sim, acho.
- Talvez eu seja. Mas isso é porque tive alguns bons professores. Vou contar-lhe sobre um deles.
 

Há muitos anos, quando trabalhava como voluntária no Hospital de Standford, conheci uma garotinha chamada Liza que sofria de uma doença grave e rara. Aparentemente a sua única hipótese de recuperação era uma transfusão de sangue do seu irmão de 5 anos que sobrevivera milagrosamente à mesma doença e desenvolvera os anticorpos necessários para combater o mal. 
O médico explicou a situação ao irmão e perguntou ao menino se ele doaria o seu sangue à irmã. Vi-o hesitar apenas por um instante antes de respirar profundamente e dizer:
- Sim, dou se for para salvar a vida da Liza.
 

À medida que a transfusão decorria ele estava deitado numa cama ao lado da irmã e sorria, como todos nós, ao ver a côr voltar ao seu rosto. Depois o rosto dele ficou pálido e o seu sorriso apagou-se. Ele olhou para o médico e perguntou numa voz trémula:
- Vou começar a morrer já?
Como era muito jovem, o menino compreendera mal o médico, pensou que teria que dar-lhe todo o seu sangue.

- Sim, aprendi a ser corajosa - acrescentou ela - porque tive professores que me inspiraram."

Dam Millman

quarta-feira, 14 de março de 2012

quinta-feira, 1 de março de 2012

Envelhecer

Envelheço quando me fecho para as novas idéias e me torno radical.
Envelheço quando o novo me assusta e minha mente insiste no comodismo.
Envelheço quando meu pensamento abandona a casa e retorna sem nada.
Envelheço quando me torno impaciente, intransigente e não consigo dialogar.
Envelheço quando penso muito em mim mesmo e me esqueço dos outros.
Envelheço quando penso em ousar mas temo o preço da ousadia.
Envelheço quando permito que o cansaço e o desalento tomem conta da minha alma.
Envelheço quando tenho chance de amar mas vence o medo de arriscar.
Envelheço quando paro de lutar.